O título acima surgiu antes da idéia do artigo, ao ponto disso, procurei textos sobre WebOS; dos que encontrei, o escrito por kottke.org no seu GoogleOS? YahooOS? MozillaOS? WebOS? trás algumas referências que merecem atenção. Trabalharei o tema por outra linha, mas de quando em quando buscarei algumas referências como apoio.
Antes é necessário entendermos o que significa um Operating System (“OS”). Segundo a enciclopédia online, um Sistema Operativo é um programa ou um conjunto de programas cuja função é servir de interface entre um computador e o usuário, (…) um gerenciador de recursos, i.e., controla quais aplicações (processos) podem ser executadas, quando, que recursos (memória, disco, periféricos) podem ser utilizados.
Esse gerenciador de recursos permite que rodemos softwares sob uma interface. São relações que surgem de uma série de processos entre o OS, periféricos e outros que possibilitam respostas destes ao usuário.
Um Web Operating System não seria fundamentalmente um Operating System, pois para que haja “tarefas” baseadas em um ambiente web, um sistema operacional que permita o seu acesso deve pré-existir, permitindo esta interface para o usuário. Ou melhor, o que chamamos de WebOS aqui é um conjunto de aplicações que atendem às tarefas comuns dos usuários, direcionadas e concentradas em um ambiente web em comum.
Melhor exemplificando, um WebOS trata-se de uma plataforma online que aglomera aplicações ricas capazes de administrar, veicular, produzir, editar e hospedar conteúdo. Um serviço que procura imitar o sistema que controla nossos computadores, como o Windows, Linux e Mac, que envolve uma série de aplicativos capazes de ser gerenciados dentro de um navegador, pode se comunicar com os periféricos, permitindo respostas satisfatórias.
A par disso, fazendo uma recapitulação dos artigos do blog, percebi que muitas das aplicações lançadas na web são serviços que atendem às necessidades que temos em softwares para computadores. Os serviços mencionados no blog não estão aglomerados em um único espaço, são aplicativos online que possibilitam executar as mais básicas tarefas que temos em nossos dias. Não há dúvida que uma migração tem se dado nesse momento dos softwares em desktops para os aplicativos online.No texto GoogleOS: o que esperar, foi definido alguns pontos que podemos trazer à rediscussão sobre os WebOS.
Como usuário de alguns destas aplicações, considero estes ser o objetivo do seu uso mais corriqueiro:
- Editores de vídeos, música, imagens, chat, servidores ricos em estrutura para guardar os mais diversos tipos de arquivos, trabalhar sobre suas midias, aplicativos de entretenimento como Instant Messengers, apresentações, e tantos outros demonstram que softwares online são cada vez mais procurados e escolhidos em substituição de outros. Unificar todos esses aplicativos em uma “distribuição WebOS” traria usabilidade no uso da web;
- Um trabalho pode ser começado em casa, editado na universidade, e terminado numa lan house. O usuário pode ter à disposição a qualquer momento em qualquer lugar com acesso à internet o seu “computador particular”, com seus arquivos e aplicativos já estruturados de acordo com o seu interesse;
- Possibilidade de compartilhamento de um mesmo computador entre diversos usuários em lugares diferentes trazendo à realidade a colaboração de trabalhos entre pessoas, algo que pode ser essencial para o desenrolar de uma empresa não presa aos limites de um escritório;
- Acesso móvel por meio de celular, iPhone, notbooks, e PDA’s ou qualquer aparelho móvel com suporte à tecnologia da web e acesso à internet. O uso cada vez mais freqüentes desses aparelhos mostram que temos caminhado para os dias da “Vida Wireless”. Uma empresa poderia utilizar o seu “computador online particular” para acesso seguro de dados através de representantes permitindo trocas de informações, controle de estoque, logística entre tantas possibilidades em tempo real;
- Entre outros…
Naquele texto, comentei que poderíamos chegar a um dia em que o sistema operacional seria um plataforma básica capaz de nos conectar à internet, sendo que teríamos todas as aplicações convencionais que possuímos em um desktop estruturado numa distribuição WebOS.
Talvez o que mais preocupa no que se fala em aplicativos com base na web é a seguridade deles frente à possibilidade de penetração por usuários mal intencionados. Desde empresas a usuários comuns estariam sob o risco de hackers. Mas esse entendimento não tem freado o avanço no desenvolvimento das plataformas online.
Há quem diga que estes serviços não se encontram em uma linha de desenvolvimento da web, partindo do ponto de que um OS não alojado no hardware não atende a aplicações robustas para tarefas profissionais e até mesmo básicas. Mas é bem verdade que a evolução desses serviços tem se dado de forma gradual embora as tendências convirjam a seu favor, e é certo que já encontramos projetos desenvolvidos e maduros, capazes de oferecer um bom escritório online.
Uma internet com capaz de atender à exigência de tráfego e leitura de dados entre os periféricos, hardware e componentes de um computador de acesso para qualquer usuário é onde nos esbarramos por enquanto. Acredito que o ponto aqui analisado não se encontra no tamanho da banda de acesso, mas também na performance atingida através dos meios de acessos à internet rápida. Quero dizer que ainda não conquistamos, ao menos em nosso país, acesso a uma internet com potencial capaz de tornar essas aplicações mais presentes no uso comum.
Você já pensou qual seria a importância de um Sistema Operacional frente à migração dos seus software “restritos” para aplicações Web. A portabilidade dessas aplicações nos diversos OS dá ao usuário uma maior liberdade de escolha entre eles. Acredito que o Microsoft Windows, por ser o OS mais utilizado hoje, irá perder sua relevância de escolha frente aos outros na medida em que as aplicações online ganharem espaço no cotidiano das pessoas.
Por serem multiplataformas, ou seja, rodadas em qualquer Sistema Operacional que possua uma navegador web com o mínimo de tecnologias de suporte, como plugins de áudio, vídeo e flash, a menção que tenho do Microsoft Windows ou qualquer outro sistema operacional é que eles seriam nada mais, nada menos do que distribuições capazes de oferecer recursos para que estas aplicações possam ser rodadas por um navegador web. Um sistema operacional em específico seria apenas mais uma das tantas distribuições.
Partindo para “dentro do navegador”, há que se observar que na própria web temos diversas “distribuições” WebOS. Embora estejam sob plataformas diferentes, seus aplicativos suportam os formatos já conhecidos de arquivos para escritório, mas cada qual possui o seu servidor próprio para armazenamento dos arquivos originados pelas tarefas de seus aplicativos. Assim, fica uma observação: e se pudéssemos ter um servidor próprio em que qualquer WebOS tivesse acesso a ele, assim poderíamos escolher entre as “distribuições” disponíveis e não ficaríamos presos especificamente a apenas uma.
WebOS:
- YouOS
- Goowy
- DesktopTwo
- Xin
- eyeOS
- CodeoramaOS
- G.ho.st
- Glibe Digital
- Purefect
- SSOE
Abraços!



Nesta semana escrevi sobre o assunto:
O paradoxo das aplicações web e a falta de segurança dos sistemas
Eu ainda acho que precisa ter uma base segura para que os WebOS sejam viáveis.
Texto muito interessante. Eu tenho pensado bastante sobre isso e acho que a única coisa que pode frear o WebOS é a questão da segurança. Eu tento manter o máximo de coisas online, justamente porque uso múltiplos computadores. Essa é a evolução natural
Fala Calebe eu, como a Julia, tento colocar tudo online, usava o DesktopTwo, mas não curti. Penso em fazer um bem simples só pra mim, mas a preguiça me impede…
É, realmente, a segurança ainda é empecilho, porém, estamos caminhando pra uma grande revolução nesse sentido, na minha opinião. Hoje em dia sempre temos a necessidade de deixar tudo online, e esses “agregadores” de serviço facilitam muito a vida, mas acho que eles tem muito a crescer e melhorar ainda para dar essa transparencia de um sistema operacional web.
Excelente artigo!!
adorei.