Três amigos, uma Coca-Cola e o Linux:
Semanas atrás, conversando com dois amigos sobre web, tecnologia e o resto, chegamos ao assunto Linux. Um deles, técnico em informática, disse que seus clientes, ao montarem suas máquinas, preferem o sistema operacional Windows devido à estranheza que eles sentem frente à “complexidade” (para o usuário comum) do Linux. Este amigo chegou a citar que um de seus clientes disse que:
“se tivesse que instalar o Linux, ao invés do Windows XP, teria que reaprender muita coisa, além de tantos comandos e códigos que teria que guardar.“
Naquele dia me perguntei se esta indagação condiz com os fatos ou se teria a mesma impressão se instalasse o Linux em minha máquina. Então me propus a um novo projeto para verificar essa tal “complexidade“, desvendar essa “estranheza” e quebrar “alguns paradigmas”. Ontem, quando tive o dia livre, salvei meus arquivos pessoais em uma media DVD e iniciei o “Projeto Agora é Linux“.
Onde tudo começa!
Até o momento só havia visto o Linux através do CD do Kurumim ou em máquinas de amigos. Ontem, sob a posse do Kubuntu, dei início ao processo de formatação e instalação do sistemas operacional. Para um usuário comum, a instalação foi rápida e gradual, com direito a alguns arquivos descidos da internet. O sistema de instalação é rápido e inteligente. Apenas ao particionar a máquina, fiquei em dúvida quanto aos tamanhos de cada partição. Então as separei deliberadamente em 55 GB para o diretório raíz (/); 256 mb para “uma certa swap” requerida pelo assistente e o restante, por volta de 20 GB, para o diretório home (/home).
Quanto a estas disposições não tenho certeza se é o ideal, mas depois de todo o processo parece ter atendido bem.
Primeira impressões:
Até o login, a tela de entrada e o son inicial é tudo muito belo, depois, é tudo muito “estranho”. Como usuário leigo e desesperado surgiu inúmeras dúvidas, questões e, acreditem, ressentimento.
Bom, comecei a clicar em todos os links do “nenu iniciar”, ou melhor, todos os programas disponíveis, sendo que descobri que no Kubuntu (Linux) se pode ter tantos programas quanto no Windows encontramos. Foi então que descobri um certo “Gerenciador de Pacotes“, ficando mais claro que o sistema permite a instalação fácil e rápida de aplicações, codecs, “drives” e softwares “para todos os gostos” – Ufa!
Parece, se estou bem certo, que o sistema reconheceu todos os hardwares do PC. Mas ao fazer a varredura de reconhecimento, percebi, no uso do Kopete (Messenger para Linux), que minha webcam sofreu algumas “retaliações”. O dispositivo D-Link DSB C110 foi reconhecido por um drive da “SONY Tal e Tal”. Até aqui tudo bem, mas ao fazer o teste no Kopete não consegui enviar o “vídeo” para meus contatos. Depois tentei um certo aMSN, funcionou, mas com imperfeições. Descobri através do Google Linux outro software que “dizem” ser muito bom para webcam, trata-se do Mercury, mas que ao tentar implementá-lo, depois de quase duas horas, percebi que “sou definitivamente leigo no assunto“. Agora, com o aMSN nas suas imperfeições, as falhas ao tentar instalar o Mercury, ficarei, até entender isso tudo, a ver alguns navios.
Bom, brincando um pouco com minhas debilidades, quando vi esse nome só pude pensar em algo: Isso é coisa de Japonês! – Confesso que soltei algumas risadas em frente ao computador por não saber fazer quase nada, ou melhor, nada. No processo de tentativa de instalação do Mercury, tive extremas dificuldades no quesito comando. É que parece que não havia maneiras de se criar, modificar, copiar, colar ou recortar nada pelo “modo gráfico”. Então surgiu-me o Konsole, Shell, Prompt de Comando ou o que se dá pelo nome de uma tela preta no seu “prompt” intermitente.
Confissões:
Não encontrei no Gerenciador de Pacotes um bom DVD Player e outras aplicações, mas as encontrei na web através de dicas de usuários linux, e, ao me deparar com uma lista de procedimentos para instalação, não prossegui com “mais uma aventura traumática” que obteria como me ocorreu ao tentar instalar o Mercury. O que sei é que depois de alguns “traumas” tais procedimentos serão facilmente transpostos. E é aqui que estou um pouco ansioso para usar um “certo” XGL que sempre vejo no Youtube, parece que também terei que instalá-lo – Meu Deus, e agora…!?
Minhas impressões não retratam com desgosto ao OS, que acredito ser natural no início, ou melhor, minhas dificuldades ao se deparar com algo um tanto novo são bem reais. Estou bem certo que fiquei surpreso ao perceber que o sistema atende tão bem quanto o Microsoft Windows às atividades demandadas pelos seus respectivos softwares. É claro que não ficarei sem o Windows, visto que no meu trabalho o sistema que comanda é o XP, mas no computador particular ficará o Linux por um mês, caso a adaptação seja satisfatória, a migração será definitiva! pinguím
Abraços:
Ps.: Cadê o anti-virus, o anti-malware, o desfragmentador e o resto!? (risos)





Calebe, Anti-vírus? Vírus? Malware? Spyware?
No linux não se precisa (pelo menos até então) se preocupar com este tipo de coisa.
Olha sou usuário Linux a pelo menos 3 anos e posso relatar que um sentimento precavido com relação ao Linux no início é puramente natural, pois o único parâmetro ou idéia de Sistema Operacional existente em nossas mentes é “Microsoft Windows”. Daí logo de cara em nossas primeiras atividades em um Linux sempre surge a pergunta que não quer se calar “Porque dizem que o Linux é melhor?”, com isso ficamos dias, semanas e até meses comparando cada recursinho disponível. Pura imaturidade de nossa parte, a riqueza do SO GNU/Linux não está em ser uma cópia fidedigna do Windows.
Para mim, o sucesso e orgulho de um usuário Linux vem quando se usa o que ele tem de melhor, com esse foco você abre os olhos para novidades de aplicativos, de “modo de utilizar” e etc quebrando um monte de paradigmas concebidos pela nossa mente altamente engessada por anos de Microsoft.
Hoje posso dizer que a comodidade/praticidade tão almejada por usuários Desktop tem sido alcançada em distribuições Linux que se voltam para isso. Falo isso porque há um julgamento errado que se formou após trágicas experiências proporcionadas com distribuições Linux presentes nestes computadores comprados por financiamentos com preços populares fruto de projetos de inclusão digital incentivados pelo governo.
Gente não quero escrever um artigo aqui… já estou acabando.
Digo que para um experiência satisfatória neste novo mundo duas coisas são necessárias:
1ª) Escolher uma distribuição voltada para usuários desktop (kubuntu, ubuntu, kurumin, mandriva, openSuse e demais). Vale lembrar que já passei por diversas distribuições até me encontrar com Ubuntu, não que seja o melhor, mas foi a distro com a qual me identifiquei por inúmeros fatos, mas já utilizei: Conectiva, Mandrake, Slackware, RedHat, Kurumin, OpenSuse e enfim Ubuntu.
2ª) Não ter preguiça! Fico abismado com a alegação dos usuário windows em dizer que o Linux “supostamente” é para técnico (verdade há anos atrás, hoje não) ou que o mesmo seja difícil. Dizem que teriam que reaprender e tal, mas a cada lançamento da Microsoft estes mesmos usuários se empenham para assimilar os novos recursos e gastam horas e horas de pesquisa na internet afim de corrigir erros desconhecidos e inexplicáveis que todos sabemos e um dia já fomos vítimas.
Finalmente, quero concluir que para uma experiência legal precisamos nos abster totalmente do Windows como se o mesmo não existisse. Nada de dual boot, isto abre precedentes para a tentação de utilizar no windows um recurso ainda não localizado no Linux.
Tá bom pra este post…
Calebe seria legal ao se findar seu período de experiência lançar uma listinha de indicação de softwares mais legais que identificou e abrir espaço para nossas dicas também, hehheh.
Calebe, sei do Pidgin (você já deve ter falado nele aqui) um ótimo messenger open source que tem versões tanto para linux quanto para windows… eu geralmente prefiro usar esses programas aos usuais proprietários, mas não sou só eu quem usa o pc…
No site do Ubuntu, você pode solicitar uma cópia gratuita do cd de instalação e eles te enviam por correio, utilizei o ubuntu e gostei muito. Na verdade, a única coisa que me prende ao Windows são os jogos… isso enquanto eu não tenho meu videogame.
Olá Caleb, no meu blog, disponibilizo uma série de dicas para novos usuários em Ubuntu.
http://saibatudo.net/category/ubuntu/
Se puder dar uma olhada… Esse é de fato a distribuição Linux mais adequada para os leigos (como eu). Uso a 4 meses sem problemas.
Cara, fantástico que você esteja disposto a quebrar os paradigmas de só usar Windows. Hoje estou usando Windows e Linux, mas minha preferência é pelo Linux, por uma série de motivos.
Sugiro que você baixe o Automatix (www.getautomatix.com), pois ele permitirá instalar alguns softwares não disponíveis no Synaptic padrão. Como, por exemplo, os codecs proprietários.
Sobre a webcam, realmente é um problema. Eu acabei resolvendo o meu problema no Linux comprando uma câmera de segurança, daquelas CCD, e ligando na entrada de vídeo da placa de captura.
Neste fim de semana vou me aventurar a instalar o Ubuntu no meu notebook, um Acer, e depois eu divulgo no meu blog o resultado.
Olá Pessoal!
Willie: Valeu pela dica – realmente, se não tivesse excluido o windows da minha máquina, não seria um projeto perfeito…
Sarmeto: Corri lá no Automatix, parece bem melhor do que os pacotes que tenho aqui. A web cam funciona bem, mas apresenta imperfeições – encontrei um drive para ela na web. Vamos ver – Me mande um link por email da sua experiência com o Ubuntu, quando for publicar sobre as minhas faço referencia.
Pedro: Fui ao seu blog, estou usando uma de suas dicas – valeu, mas publica mais sobre o assunto, tem ficado bons os artigos
Matias: Parece que aMSN tem atendido bem – mas vou insistir no Mercury
Abraços
Parabéns pela iniciativa. É normal se sentir estranho num ambiente diferente do que estamos acostumados.
Eu tenho a mesma sensação quando uso Windows. Por exemplo: não consigo ver nenhum sentido em acessar os drives utilizando letras como C: e coisas do tipo. Isso é muito estranho para que está acostumado em usar VFS.
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