Link responsável, boas práticas e formas de lincar

Um ano e alguns meses se passaram desde que o blog ganhou o seu espaço próprio. Posso dizer que tirei lições valiosas ao longo dessas edições tanto da experiência em si como dos bons amigos. Desde muito venho aprendendo os moldes de um blog com um conteúdo responsável, um rede de amigos, visitantes esporádicos e links responsáveis.

Corrente Da Vince

Aprendi que lincar é fazer parcerias e modelar uma rede de confiança. Mas desde muito venho pensando nas formas de linques e seus efeitos para os mecanismos de busca. Quando você linka, está dizendo ao Google, (como exemplo), que o site da referência é confiável e complementa informação à seu conteúdo.

Seguindo um breve estudo montei uma lista de como linkar segundo o lugar e formato de cada referência.

Lembre-se que este breve estudo segue formas de links segundo a minha experiência e não serve como referência plena, leia com cuidado e apreenda o que considerar necessário.

A – Link Por Autor, Blog ou Site:

Este parece ser o mais praticado na blogsfera, talvez pela sua facilidade de inserção, pois demanda menos trabalho na edição do texto e escolha de palavras. Ele se dá quando você faz uma referência ao autor, blog ou site dentro do texto. Infelizmente muitos bloggers se limitam a este formato, mas não deve ser a única prática visto que torna os seus artigos menos rico quanto à qualidade dos links.

EXEMPLO 1:

Bruno Torres fez por verdade as suas palavras quando coloca em jogo algumas práticas da W3C; fez por meias as suas palavras, jogou o verbo ao chão em ironizou: “Qual o problema do W3C?”

ou “unindo nomes e blogs”

O Mauro Amaral, blogger do Carreira Solo, conceituou bem essa nova web quando disse que o conteúdo da Web 2.0 é a possibilidade democrática e sem barreiras de exercer sua possibilidade de opinar (…)

Note que a sentença foi formada em tipos de links que confeririam valor distinto à referência. Na primeira enviei links para o blog amigo segundo o nome do blogueiro, veja que no final do texto há o título do artigo, dê preferência ao título do artigo em contrapartida do nome do blogger; ou faça dois links, um para o blogger e outro para o enunciado do artigo referendado.
No segundo enunciado montei um único link, o que confere um valor unificado da referência. Neste acrescentei a palavra blogger dando um novo valor, considero um boa prática, mas não a primeira escolha.

Observação Pessoal: Ao lincar por nome, não se esqueça do sobrenome. Considero essa prática tão responsável que muitas vezes utilizo apenas o sobrenome com referência, o seu uso, quando mais peculiar, parece mais agradável!

Ainda no tipo de Link Por Autor, Blog ou Site, você pode utilizar uma excelente prática para lincar um amigo que possui dois blogs, um pessoal e ou outro “profissional”.

No exemplo abaixo quando falei da blogueira Veridiana, linquei o seu blog pessoal, ao falar da referência contextual, linkei o seu blog profissional.

EXEMPLO 2

Bom, ando tão ocupado com o blog que o tempo me ocupa até o cochilo, bem que a Veridiana Serpa do Geek Chic deu a dica do Napshell, mas pena, o meu Adsense ainda não cobre!

B – Link por Fonte ou Via:

É muito usado e bem simples: através de um fonte específica, o editor produz um texto com sua base e no seu canto inferior deixa o link seguido das palavras Fonte ou Via.

EXEMPLO:

A frase que dá título a esse artigo é uma daquelas que ouvimos todos os dias. E realmente a primeira vez nós nunca nos esquecemos, o primeiro carro, a primeira namorada, coisas do tipo. E hoje é um daqueles dias que dificilmente me esquecerei.

Fonte: Bruno Godoi

Esse formato pode ser produzido sobre:

  1. Copia Integral do Texto: o editor faz uso desmesurado do Control+V e Control+C e no final deixa sua referência; a seguir pelo formato do seu blog, não vejo com bons olhos essa prática. Evite-a.
  2. Copia Parcial do Texto: o editor copia trechos do artigo de origem, mas confere um tratamento pessoal ao post com observações próprias quando concorda, discorda, complementa ou monta uma crítica.
  3. Texto Próprio e Criativo: o autor monta suas próprias observações sobre o assunto mas reconhece a originalidade de alguma fonte que o inspirou a produzir o seu texto.

Não é uma máxima, mas BLOGS GERAIS sempre utilizam desse formato, prefiro não o referendar como um escolha errada, mas tenho a impressão que o seu uso é uma escolha que deve ser feita com mais cautela.

Pense na possibilidade de lincar “o seu amigo” com referências mais ricas e detalhadas e não apenas pelo nome do blog ou origem.

C – Link Artigos Relacionados

Já utilizei este formato no Gattune! e o recomendei para alguns amigos, embora não os vejo em comum uso. Considero os Links Por Artigos Relacionados uma obrigação quando se presa a “profissão-hobbie” de blogar ou mesmo quando “o egoísmo inútil” não é uma máxima nessa atividade. Lincar por posts relacionados é ser altamente colaborativo e responsável.

A intenção aqui é que o seu texto possa ser complementado por outros artigos para que o seu conteúdo seja responsável, um verdadeiro POST CONCEITO.

  • Vejo essa forma de lincar com muita freqüência no blog do Fugita, o TechBits, alias, um dos bloggers com excelentes práticas de links. Estude os seus artigos e verá como o Alexandre Fugita consegue montar um bom contexto de links que complementam, exemplificam e acrescentam aos seus artigos os melhores artigos da web; veja:

EXEMPLO:

Quem esteve nos acompanhando via Twitter, percebeu que a interação é em tempo real e que alguns flashmobs foram possíveis para emplacar esta ou aquela música. A música do Tom Zé, Sem a Letra A, foi postada como preferida pela blogueira Lúcia Freitas – presente no evento – e divulgada no Twitter. Em 12 minutos recebeu 27 votos e foi ao ar na rádio Cultura, lá pelas 20h15. Parecia que estávamos no antigo Você Decide, mas com possibilidade de interação em tempo real com outros usuários via Twitter.

Post Relacionados:

Note como o Fugita consegue relacionar seu artigo sob uma ótica colaborativa. Com um olhar mais apurado nos diversos artigos do TechBits, percebemos que o seu editor não se limita a montar um circulo vicioso de referências, mas a cada artigo montado você tem referências de blogs em todos os campos, temas e, muitas vezes, inéditos.

D. Link Palavra, Contextual, ou por Título

Acredito que o Link Contextual é uma prática altamente responsável. No começo do blog eu o utilizava muito, mas confesso que o descuidado me tomou o espaço.

Dos blogs que conheço, que o prática com entusiasmo, o Techbits é o melhor exemplo. Veja no texto acima como, dentro do próprio post, o editor monta seus links através de palavras ou enunciados “completos”.

O interessante dessa prática é que o leitor, a princípio, não conhece a sua referência até o momento em que passa o mouse sobre ela; a sua riqueza se dá quando essa referência é contextualizada por um enunciado pontual, uma frase que nos chama a atenção e que nos desperta a curiosidade. Veja outro exemplo do Techbits no artigo Cinema, aspirinas e distribuição:

Hoje, sexta-feira, 7 de Dezembro é um dia interessante no que tange à distribuição de conteúdo. Da mesma forma que fez o diretor Steven Soderbergh, em 2005, com seu filme Bubble, um filme nacional chamado 3 Efes estréia ao mesmo tempo em várias mídias. Ao invés de restringir a escolha do espectador à tela do cinema, o filme do diretor Gerbase pode ser visto em outros lugares também: na TV (Canal Brasil), em DVD e pela internet, via Terra.

No texto acima temos cinco links, acompanhando o exemplo em seqüência das referências encontramos algumas subdivisões:

  1. Como no primeiro link do texto acima, foi montada uma frase bem pontual, bem convidativa, que gera curiosidade sobre sua referência ao site Digestivo Cultural. Note que a frase do artigo não é a mesma do seu título do original;
  2. O segundo é um típico Link por Título, o mesmo que Links por Autor, Blog ou Site, mas a forma que é usada no texto se distingue pelo sua chamada. Enquanto neste temos os artigos de referência direta, naquele temos a palavra inserida no texto como se pertencesse ao contexto. Bom verdade, talvez tudo do mesmo!
  3. O Terceiro é o Link por palavra. Uso com freqüência no Gattune!. Quando não possuo algum artigo no blog para linkar uma palavra que acho essencial o seu conhecimento pelo leitor eu o faço a um artigo externo que possui um excelente referência ao seu significado. No texto acima, o blogger utilizou as palavras Várias Midias para referendar um artigo da Reuters que faz explicações do seu texto quanto às midias que o filme seria lançado
    • Nessa linha eu o utilizo muito para lincar artigos do Wikipédia em palavras como Widget, Mashup e StartUps que são pouco conhecidas do público.

E – Um pouco mais:

E1. Links e Titles

Gostaria de elucidar mais algumas práticas que tomo aqui no Gattune! São requisitos pessoais que tenho adotado que me parece boas práticas, mas que podem gerar divergências de entendimento.

Sempre quando lincar, independente da referência, não se esqueça de colocar o “Tittle”. Assim, quando o leitor passar o mouse sobre o link saberá a que se refere ou terá informações mais detalhadas sobre o link:

  1. Colocar o Tittle com a mesas palavra ou enunciado do link
  2. Colocar uma referência exemplificativa, como o Tittle diferente do link:

Passe o mouse sobre os links abaixo, leia os tittles e os compare com o próprio enunciado:

EXEMPLO

Sobre como a blogosfera funciona e se relaciona, dá pra pensar nela como uma grande mesa de jantar, onde os mais velhos e mais respeitados sentam-se à cabeceira, e se você quer fazer parte da festa, procure sentar ao lado de quem você acha legal, pra poder conversar. Existem desentendimentos mas vejo muito mais interação e amizade entre blogs que competição direta. Isso é a grande porta de entrada pra quem está começando. Simples: participe do blog que você gosta e ele será seu amigo. Esta foi a melhor coisa que aprendi em 2007.

Fonte: Riffs & Solos

E2. Links Internos e Externos

Por definição, no blog, tenho duas práticas:

  1. Quando monto um link interno (uma referência ao meu próprio artigo) não utilizo a “função” blank que abre o link em uma nova página; assim, quando o leitor clica no link a página é carregada na mesma janela do artigo.
  2. Quando o link é externo (uma referências a sites, blogs e serviços) utilizo a função “blank” que abre a referência em um nova janela.

Abrir links externos em uma nova janela é possibilitar que o seu blog fique de prontidão para uma nova leitura. Mas há que se observar que muitos usuários, (talvez a sua maioria), não se sentem a vontade com essa prática e que toolbars ou novos browsers possuem um sistema de bloqueio de páginas que abrem em novas janelas, assim alguns usuários, poucos embora, terão dificuldade em acessar essas páginas pois desconhecem como desbloqueá-las.

E3 – rel=nofollow

Este quesito é muito importante visto o caráter que o sistema de busca do Google lhe confere valor. NoFollow é uma tática que permite que você defina se o seu link é ou não importante, ou melhor, a tag nofollow é um link que não concede crédito à sua referência. Como a própria palavra em inglês diz: No Follow = Não Siga.

Nas palavras do Renê Fraga, no seu blog sobre Google, “quando os Googlebots lêem o atributo rel=nofollow” em hyperlinks, o link para o website externo não recebem qualquer crédito nos resultados de buscas do Google ou no PageRank.

EXEMPLO:

  • Link SEM NoFollow: <a href=”http://googlediscovery.com/”>Google Discovery</a>
  • Link COM NoFollow: <a href=”http://googlediscovery.com/” rel=”nofollow”>Roupas Novas</a>

obs.: as aspas do código acima precisam ser formatadas para encaixe, se for copiar direto desse modelo tome esta cautela!

Conclusão:

Lincar não é uma tarefa fácil. Há que se valer em boas práticas para que os motores de busca tenha uma referência qualitativa do seu conteúdo ao site linkado. Fazer isso “corretamente” é não somente conferir valor ao seu blog, mas:

  • Motivar os sistemas de busca na indexação de outros blogs;
  • Fazer e manter blogs amigos;
  • Tornar seu blog mais amigável;
  • Gerar leitores fiéis;
  • Construir uma rede contextual rica e responsável.

Lembre-se que a intenção do link é brincar com as palavras e usar de “adjuntos, nomeações, enunciados, complementos e exemplificações” para dar riqueza ao seu artigo: você ganha e o blog amigo agradece!

Abraços!

Ps.: No texto utilizei várias formas ortográficas para as derivações da palavra link, visto não haver ainda uma definição; veja exemplos: linKar, linCar, linQUe, linKado, linKei, (eu) linCo.

Palavras Deste Artigo:

  • linques para msn
  • lincar significado
  • linques de msn
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5 respostas a Link responsável, boas práticas e formas de lincar

  1. Alexandre disse:

    Obrigado pela menção ao meu blog, mesmo que involuntária. Eu estou no meio do texto de agradecimento do Riffs e Solos.

    Muito interessante a sua abordagem sobre os links. Sempre se fala que o link deve ser bem construído para aumentar a relevância, mas nunca tinha visto ninguém entrar em tantos detalhes assim. Parabéns.

  2. Pingback: Linkblog Pensar Enlouquece, Pense Nisso.

  3. Calebe,

    Excelente artigo! Lembro-me de outro artigo, acho que seu mesmo, sobre como lincar. E lembro que peguei algumas dicas naquela época e agora esse aqui complementa perfeitamente.

    Agradeço imensamente usar o Techbits como exemplo de boas práticas, valeu! Acho que peguei essa “mania” com a leitura de alguns blogs americanos que fazem exatamente assim.

    Abraços!

  4. Evilasio disse:

    Gostei dessas dicas. Blog sempre vai ser uma forma sensacional de interagir com a rede mundial, e com os seus navegadores. Já fiz grandes amigos por aqui, espero construir muito mais laços de amizades.

    Abracos!

  5. Marcelo França disse:

    Artigo perfeito, completíssimo muito bom para orientar os blogueiros, gostei !

    Abraço!

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