Ainda não tenho plenas convicções, sou homem aqui, herói ali, humano até, mas continuo o mesmo sempre-diferente dos meus pais, e não os entendo, porque sempre foi assim, não entendo por não entender que somos iguais!
Talvez porque um dia, aquele lá distante, percorria seu jardim vindo naquele baque, em algo mais, desejando por desejar o que ele mesmo não entendia, arrancando da sua pouca deidade o que ele menos esperava: alguma expressão. Falo do menino ainda assustado, em seu mundo novo, homem tão recente das cavernas. E a caverna foi o seu inÃcio, da sua expressão sem ponto final. Naquele dia não foi tão difÃcil quanto o foi em outros tempos, ele tinha no seu pedaço de madeira queimado, o carvão para apenas rabiscar, desdenhar e alinhar o que se era necessário.
E talvez aquele outro garoto não tão primórdio, mas um tanto distante, não sabia que o que acabara de montar nos seus papiros, em alguma sinagoga, entrelaçando alguns princÃpios, a sua história. Que seria lido por um menino, tempos tantos, longe dali, discordando até, mas amando, na leitura, na sua expressão, os limites daquela escrita, que em outro texto, talvez crÃtico talvez não, a sua comunicação. Porque comunicar era necessário, preciso.
E outro, quase ali, em meados do último século, por notÃcias do seu amado, aguardava na porta de sua casa a hora do carteiro, esperando uma resposta, daquele que tanto demorava, do seu pai distante, em uma carta simples da guerra no Japão.
Então, quando aquela linha verde, numa tela histórica, crescia e remendava o que chamarÃamos dias depois de monitor, em algumas letras, em compasso intermitente recheando um texto, montando na sua experiência, a sua expressão. Que em poucos pensamentos, em alguns conhecimentos e uma linha telefônica, ele apenas, nada mais, continuava a história, do que sempre fora, de homem a homem, a comunicação.
E estou aqui, não tão convicto quanto esses que no texto vivi, mas tão surpreso quanto os que viveram em instantes de simples leitura, escrita, papiros, rolos, textos, livros, palavras-ao-pequeno-pedaço-de-guardanapo ou em alguns códigos, do renomado WordPress. Porque se isso é um texto, é um diário, e o que me traz surpresa, do que sempre esteve aÃ, nessas inquietas pessoas em expressão.
Alguns montam, outros remontam, ou escrevem e guardam, outros enviam, redirecionam e tantos mais que se acham em nos, como um elo, por ser homem, tomando parte de tudo, em alguma leitura, por uma escrita, se comunicando, como sempre fora, lá além, aqui distante, nessa rede de mundo.
E porque Bruno!? não sei… talvez, um tanto certo, um tanto não, porque expressar é preciso, porque humano, porque necessário porque chegamos, da pedra de carvão, ao que hoje uso, nessas teclas sob meus dedos inquietos a procura de uma expressão, que no blog, assim como naquela caverna, rabisco, vivo linhas, chegando, aonde eu não sei, mas tentando, talvez, transcender o tempo, como o homem sempre fez. E o blog, é esse o por ora instrumento da minha expressão. Simples assim, simples! Bom, não sei, acho que é isso. E pronto de ponto final.
Essas linhas foram uma resposta a um concurso que estou participando: “Por que eu gosto de blogs?” , realizado pelo BrPoint, do blogger Bruno Alvez.
Abraços.



Ol?, idealizei h? pouco mais de um m?s o blog “os numeros da internet”, cujo url est? em “Seu Blog ou Site”. Gostaria de trocar links, pois acho que tanto o seu como o meu conte?do ? interessante para leitores de ambos. Aguardo posi??o. Obrigado.
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